Escorro o suor do meio dia
Assobiando a melodia
Eu tento saciar
Com o gole da cabaça
Passa a sede mas não passa
O jejum o jejum há
O Sol esquenta minha cabeça
Vixe Maria não se esqueca
Também de esquentar
Com seus beijos minha vida
Eo sobejo da comida
Que sobrou do jantar
João acabou-se a farinha
E o querosene da cozinha
No feijão gurgui já deu
Pai traz um vestido de chita
Que eu quero ficar bonita
Bonita que nem um mateu
Tenha paciência minha gente
Foi a seca e a enchente
E o culpado não sou eu
Sou caubói, sou forrozeiro
Sou vaqueiro, sou peão
Viajante caminhoneiro, trago amor no coração
Vou levando a minha vida para dançar meu forró
No calor de uma menina é impossível ficar só
Gosto tanto dessa vida, faço tudo que puder
Vou pra forró, vaquejada, pois tá cheio de mulher
Vou levando a minha vida como levo uma boiada
Trago Deus no coração e vou seguindo a minha estrada