Eu sou o grito que lança
A boca de uma criança
No escorregador
Presente, futuro e lembrança
O instante que avança
Eu sou
Eu sou a praça e o tédio
De ver crescer mais um prédio
Sou o corredor
Travado
Sexta-feira, 7 e 15
A 23 tá um terror
Sou o choro de repente
O riso que escancara os dente
Sou remédio e tô doente
Doutor, pode me ajudar?
Sou um artista de cinema
E no auge da minha cena
Um figurante atrevido
Se propôs a improvisar
Sou a mão da cartomante
Segurando a carta Morte
Sou a sina, sou a sorte
Sou o globo ocular
De uma ave de rapina
Sou Maria, sou Bethânia
No refrão de Carcará
Eu sou o longo caminho
Sou Caetano todinho
Eu sou o cantor
Sou gente
Sou o amor latino
Sou velho e menino
Eu sou
Eu sou a terra que vivo
Sou o que planto e o que sirvo
Eu sou o calor
Do abraço apertado
Que de berço
A minha mãe me ensinou
Sou o choro de repente
O riso que escancara os dente
Sou remédio e tô doente
Doutor, pode me ajudar?
Sou um artista de cinema
E no auge da minha cena
Um figurante atrevido
Se propôs a improvisar
Sou a mão da cartomante
Segurando a carta Morte
Sou a sina, sou a sorte
Sou o globo ocular
De uma ave de rapina
Sou Maria, sou Bethânia
No refrão de Carcará
Eu sou o longo caminho
Sou Caetano todinho
Eu sou o cantor
Sou gente
Sou o amor latino
Sou velho e menino
Eu sou
Eu sou a terra que vivo
Sou o que planto e o que sirvo
Eu sou o calor
Do abraço apertado
Que de berço
A minha mãe me ensinou
Que de berço
A minha mãe me ensinou
Que de berço
A minha mãe me ensinou
Que de berço
A minha mãe me ensinou