Tantos sonhos são desfeitos
Uma mãe que afaga o peito
Seu filho que vai partir
Pra longe vai o imigrante
Pra outra terra distante
Outro caminho a seguir
Mal ele sobe ao navio
Ao coração da-lhe o frio
Das saudades que já tem
E olhando o lenço branco
Que se agita vem-lhe o pranto
E acena pra ninguém
Nunca mais nunca mais
Sua terra há de voltar
Nunca mais nunca mais
Sua terra há de voltar
A pouco tempo chegaram
Mas mil anos se passaram
Dentro do seu coração
Aos poucos o desgosto
Deixou mazelas no rosto
E calos na sua mão
Mas manda cartas aos seus
Dizendo graças a Deus
Pelo destino que tem
Feliz a mãe a recebe
Jamais nas linhas percebe
Que sofre como ninguém
Nunca mais nunca mais
Sua terra há de voltar
Nunca mais nunca mais
Sua terra há de voltar
E depois de alguns anos
De esperanças e de desenganos
Pela fé foi que venceu
Mas foi com tanta alegria
Que ele viu chegar o dia
De poder rever os seus
Mas hoje há festa na aldeia
A noite faz-se uma ceia
Pra alguém que vai chegar
Tanto tempo tão distante
Vem de volta o imigrante
Com o coração a cantar
Nunca mais nunca mais
Sua terra há de deixar
E depois de alguns anos
De esperanças e de desenganos
Pela fé foi que venceu
Mas foi com tanta alegria
Que ele viu chegar o dia
De poder rever os seus
Mas hoje há festa na aldeia
A noite faz-se uma ceia
Pra alguém que vai chegar
Tanto tempo tão distante
Vem de volta o imigrante
Com o coração a cantar
Nunca mais nunca mais
Sua terra há de deixar
Nunca mais nunca mais
Sua terra há de deixar
Ai cachopa, se tu queres ser bonita
Arrebita, arrebita, arrebita!
Ai cachopa, se tu queres ser bonita
Arrebita, arrebita, arrebita!
Casei com uma Gabriela
Por ela ter muita guita
Agora minha espinhela
Arrebita, arrebita, arrebita!
Ai cachopa, se tu queres ser bonita
Arrebita! Arrebita! Arrebita!
Ai cachopa, se tu queres ser bonita
Arrebita! Arrebita! Arrebita!
Ai, as pernas da Carolina! Ai, ai, ai
Não são grossas, nem são finas
Ai, as pernas da Carolina! Ai, ai, ai
Não são grossas, nem são finas
Quando ela passar na rua, para o trânsito, há um grito
Há passar a Carolina, até o guarda engole o apito
Ai, as pernas da Carolina! Ai, ai, ai
Não são grossas, nem são finas
Ai, as pernas da Carolina! Ai, ai, ai
Não são grossas, nem são finas
Ó malhão, malhão que vida é a tua?
Ó malhão, malhão que vida é a tua?
Comer e beber, ai trrim-tim-tim
Passear na rua
Comer e beber, ai trrim-tim-tim
Passear na rua
Comer e beber, ai trrim-tim-tim
Passear na rua
O minha gente, estou chegando!
Minha saudade por sorrisos, vou trocar!
O minha gente, estou chegando!
Fico contente, por aqui poder voltar!
Lisboa, não sejas francesas
Com toda certeza, não vais ser feliz
Lisboa, que ideia daninha
Vaidosa, alfacinha, casar com Paris
Lisboa, tens cá namorados
Que dizem, coitados, com as almas na voz
Lisboa, não sejas francesa
Tu és portuguesa, tu és só pra nós!
Olhaí senhores, esta Lisboa d'outras eras
Dos cinco réis, das esperas e das toiradas reais!
Das festas, das seculares procissões
Dos populares pregões matinais que já não voltam mais!
Quatro paredes caiadas
Um cheirinho a alecrim
Um cacho d'uvas doiradas
Duas rosas num jardim
Um são José de azulejos
Mais o Sol da primavera
Uma promessa de beijos
Dois braços à minha espera
É uma casa portuguesa com certeza
Lá é com certeza uma casa portuguesa!
É uma casa portuguesa com certeza
Lá é com certeza uma casa portuguesa!