No campo aberto da alma
O amor planta flores no chão
Sussurra versos doces ao vento
Restaura o que foi quebrado
Com toques de compaixão
Mas o ódio vem como tempestade
Destruindo o que o amor semeou
Carregando facas na voz
Cortando sem se importar
Deixa tudo oco por onde passar
É um duelo sem trégua
Chama que nunca se apaga
Um tenta curar as feridas
O outro provoca chagas
Amor abriga, ódio consome
É luz e sombra no mesmo palco
Um desenha o céu na parede dos dias
O outro apaga o Sol e rouba a poesia
Quem vencerá no final?
Quem ecoará mais alto no vendaval?
O amor constrói pontes na chuva
Mesmo quando as águas querem levar
Ele abraça o coração perdido
Com promessas de um novo lugar
Mas o ódio instala muros nos olhares
Divide irmãos, apaga a história
Ele alimenta o fogo do rancor
E transforma em cinzas
O que poderia ser vitória
E quando os dois se encaram no espelho da vida
Refletem o humano em sua dualidade
São dois lados da mesma moeda
Dividida pela escolha da vontade
Amor resgata, ódio destrói
São forças que dançam, que vêm e que vão
Um traz esperança em meio ao caos
O outro ri da dor nos corações
Quem guiará o compasso final?
Quem levantará a taça do bem ou do mal?
Que o amor seja a espada e o escudo
Que o ódio adormeça sob as estrelas
Pois no fim, o duelo se desfaz
Quando o coração exalta aquilo que vela: O amor!