Após a cordilheira
Da assombrosa inanição
No colapso iminente
Nos resta redenção
Da valiosa insistência
Uma mísera porção
Envolta em resistência
Nas tantas direções
Num tempo desprezível
De pavorosas inversões
Subversivos verdadeiros
Podem prover contraversões
Basta de filantropia
Sou pacífico em brasas
Incinerando a terra fria
Morte a tolerância insossa
Vou progredir pros cantos
Indisciplinar as crias
Cordeiros não serão imolados
Os deuses da discórdia sangrarão
Vingança não é prato requentado
Mas banquete aos relegados
Onde os mesmos se fartarão
Via pros relatos deturpados
Destroços valiosos requintados
Conquistados violentamente
Gestores do flagelo bestial
Eméritos, gurus, molestadores
A doutrina nunca foi a solução
Catedráticos, doutores, acadêmicos
Instruídos com nenhuma educação
Menina foi pro parque ao meio dia
Condessa no país das armadilhas
Autopsia um tanto inconclusiva
Inerte, jazendo em mesa frígida
Legista concluiu com maestria
Violação, seguida de asfixia
Um basta a esta podre distopia
Sou pacífico em brasas
Esbraseando a terra fria
Morte a condescendência tosca
Vou progredir pros quintos
Que se dane a maioria
Foda-se equilíbrio e equidade
Que se fodam os raros preciosos
Fodam-se abundantes generosos
E que assim sendo se foda a utopia
Menina nunca foi presenteada
Com rosas perfumadas nesta vida
Em torno do cortejo o que se via
Gardênias, tulipas e margaridas
Basta de filantropia
Sou pacífico em brasas
Incinerando a terra fria
Um basta a esta podre distopia
Sou pacífico em brasas
Esbraseando a terra fria