Não, não sou nenhum juiz
Não, também não sou ladrão
Não, eu não vim te iludir
Não, nem vim passar a mão
Na nossa cabeça
Entorpecida com o veneno do comodismo
Nesse grito
Rouco, falso, vazio, de cinismo
Mas ouvi falar
De visionários, megafones, resistência e um colosso de multidão
Rugindo, munida
De altos calibres de inconformismo, argumentos, rebelião
Não, não sou nenhum juiz
Não, também não sou ladrão
Não, eu não vim te iludir
Não, nem vim passar a mão
E eu não tenho me dó do mundo
Porque ele não me entende
Meu receio é quando entender
Que o poder é falso
E mesmo assim eu sigo em frente
Então me diz
Até aonde vai a sua revolução?
Me diz até aonde vai a sua revolução!
Me conta quem faz sua parte por você