Eu nasci na soledade, numa tarde de invernia
E o meu primeiro passo foi quebrando a geada fria
Me criei ouvindo os causos do pai véio no galpão
E a mamãe fazendo bóia, feliz ao pé do fogão
Me criei ouvindo os causos do pai véio no galpão
E a mamãe fazendo bóia, feliz ao pé do fogão
Me conhecem pelo nome por este rio grande inteiro
E gritam por onde eu passo: Tá chegando o campeiro!
Andava pela invernada, com os pés cheios de espinho
Catando casca de cobra nos gravatás do caminho
Fui endurecendo o lombo, com as peleias da Lida
Aprendi a ser gaúcho pra aguentá os tirão da vida
Fui endurecendo o lombo, com as peleias da lida
Aprendi a ser gaúcho pra aguentá os tirão da vida
E quando virei gaiteiro, dando goelaço no mundo
Viajei de sul a norte, cima a baixo, frente a fundo
Levo alegria pro povo, onde paro pra tocar
E a gaita de contra o peito, amadrinha meu cantar
Levo alegria pro povo, onde paro pra tocar
E a gaita de contra o peito, amadrinha meu cantar