Quantas vezes o mar já viu
Nossos olhos para chorar?
Quantas vezes o mar pediu
Nossas bocas pra cantar?
Vou, então, ficar a olhar
Para o Sol nesta nostalgia
Se depois das estrelas e luar
Nasce sempre um Sol para o novo dia
Vermelho, o Sol vai se deitar
Na linha que é o horizonte
É vaga sempre a arrebentar
E a vida, tão aqui defronte
Espera, meu amor, que é noite
A quianda vai me navegar
Com histórias bonitas para eu contar
Porque acabaram os barcos
Com escravos nos porões da esperança
Se até mesmo esse pôr do Sol
É riso de uma criança
Não me fale mais em chorar
Se mesmo em cada pôr do Sol
Vem a noite com uma melodia
E o mar da fantasia de me ver sonhar
Vermelho, o Sol vai se deitar
Na linha que é o horizonte
É vaga sempre a arrebentar
Não me fale mais em chorar
Se mesmo em cada pôr do Sol
Vem a noite com uma melodia
E o mar da fantasia de me ver sonhar
E o mar da fantasia de me ver sonhar